quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Anbid - parte final

Na sexta feira passada saiu o resultado da prova da ANBID. Eu passei, provavelmente com a aquela pontuação mesmo, aquela que bateu na trave e quase que não entrou. 56 pontinhos cravados.
O negócio é tão qualquer coisa que eles não deixam a gente trazer o livro de questões pra sabermos o que erramos ou o que erramos. Depois, só temos a informações que estamos certificados, sem muitas delongas... Ou seja, o que fizemos errados, continuaremos repetindo como certo.
Um lixo, simplesmente.

A favor do desarmamento

Não sei se são os medicamentos, a tal da cortisona, que conserta uma coisa e estraga duas, ou é simplesmente a minha rotina de trabalho, mas que eu ando intolerante ultimamente eu ando. Sei que não é culpa dos pobres coitados ignorantes, contudo, confesso que eles me irritam.
Irritam na medida que tenho a sensação de estar sendo explorada pela falta de vontade aprender deles, pela comodidade de ter alguém que faça aquele serviço por eles. De saber que o trabalho não é e jamais será valorizado.
Nesses momentos eu tenho certeza que fui bem sociabilizada, se não o fosse, já teria dado uns bons tapas em alguém. Se estivesse no Texas, já teria dado uns tiros também. Graças a minha total incapacidade de exteriorizar esses sentimentos, a humanidade ainda não me viu num verdadeiro dia de fúria a lá Michael Douglas.
Por isso eu digo: "Sou a favor do desarmamento!"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"(...)
Vim pela noite tão longa de fracasso em fracasso
E hoje descrente de tudo me resta o cansaço
Cansaço da vida, cansaço de mim
Velhice chegando e eu chegando ao fim"

Ninguém me ama - Antonio Maria (compositor e jornalista pernambucano)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Alguém tem varicell aí?

Ao contrário do que geralmente ocorre, hoje trabalhei sob ar condicionado. Só não foi perfeito porque tive que ficar umas quatro horas e meia em pé. Eu explico, a agência onde eu trabalho está sem estagiário, como as pessoas gostam de receber atestado de burrice e precisam que alguém as auxilie num menu auto-explicativo, acabei me prestando a esse papel de mestre dos ignorantes.
Acredito que seja isso, ou então, estamos diante de uma enorme categoria de pessoas que se recusam a aumentar a mais valia dos bancos e resolveram usufruir de todo serviço a que tem direito. Trocando em miúdos, como clientes do banco, querem que este trabalhe para ele sem se prestar ao papel de trabalhar PARA o banco. Sim, porque cada vez que cada um de nós faz uso do auto-atendimento, caixas eletrônicos e afins, estamos pagando para trabalhar para o banco... Eu no caso, quando me coloco como cliente e não como funcionária.
Como vivo num mar de pessoas muito mais preguiçosas do que inteligentes, deve ser o primeiro caso, de pessoas que não ligam de solicitar ajuda para sacar dinheiro mesmo com um menu auto explicativo - assinam em baixo seus atestados de burrice.

sábado, 29 de novembro de 2008

Oração

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que as pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela medalha milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades. (Momento de silêncio e de pedir a graça desejada.) Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome e para o bem de nossas almas. E, para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

(Rezar três Ave -Marias.)

*

Shakespeare - Soneto 116

"Love is not love"
Love is not condicional ...


Soneto 116

William Shakespeare


De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.



Cry baby?

Desde criança tive muita dificuldade de lidar com emoções. Sempre tive muita vergonha de chorar em público. Choro pra mim era sinal de fraqueza, portanto, por mais que a situação estivesse ruim, alguém tivesse me magoado até calar minha alma, eu engolia o choro.
Hoje já começo a pensar diferente, ainda tenho problemas de chorar em público, raríssimas pessoas já me viram chorando. O dia em que conseguir fazer isso sem medo e sem culpa será (praticamente) um momento de libertação!
Acredito que o choro é a forma máxima de exteriorar as emoções, talvez seja exatamente esse o meu problema, eu nunca consegui trabalhar muito bem as minhas emoções. Como dá muito trabalho fazer isso, elas sempre foram empurradas pra debaixo do tapete ou simplesmente jogadas fora...
Sempre que abro minha caixa de e-mails tem ao menos um com alguma mensagem positiva, pra acreditar no futuro, etc, etc. Até pouco atrás, eu nem me dava o trabalho de abrir, hoje, até que abro e leio... E como ando vasão às minhas emoções, confesso que até fico com os olhos marejados ao ler algumas delas.
O equílibrio é saber quando engolir o choro e quando extravasá-lo... Ainda não aprendi fazer isso, na dúvida eu fico um enorme nó na garganta e espero passar, pra corroborar com a minha saúde.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Medicina Chinesa

Segundo a medicina chinesa, o fígado é órgão do nosso corpo onde a Ira se manifesta de forma latente. Exatamente por causa disso, quem reprime muito a raiva tem problemas crônicos neste órgão, os ébrios, que muitas vezes sente raiva de si mesmos, por isso bebem excessivamente, tenham sérios problemas hepáticos.
Seguindo este raciocínio, analisei os problemas de saúde crônicos que tenho desenvolvido ultimamente. O principal é a enxaqueca. Ao consultar uma nutricionista, fui orientada a cuidar melhor do meu fígado pra evitar as crises. Seguindos tais dicas, percebi melhoras consideravéis nas crises, me tornando mais apta a perceber a tensão que acumulo nos ombros por causa do estresse. Outro problema era má digestão. Segundo a doutora, também ocasionado pelo mal tratamento ao meu fígado pobrezinho.
Hoje pondero que a meu modo, sempre reprimi a raiva que sinto de determinadas situações (raramente sinto raiva de pessoas, talvez seja algo a ser trabalhado, mas sinto raiva de situações provocadas por pessoas estúpidas) e por não conseguir exteriorizar isso, comia (e ainda como por vezes admito) descontroladamente. Nessas toda a Ira acumulada era direcionada para a comida e consequêntemente fazendo meu fígado sofrer, ia ficando mais raivosa ainda...
Nunca fui muito adepta de medicinas milenares, mas percebo, que muito do que ela propõe, a chinesa ao menos, é muito coerente com o comportamento de nosso corpo.

Companheiros, é triste!

No dia 05/12/2008, realizar-se-á a festa de final de ano da Vossa Caixa. O que poderia ser uma verdadeira e derradeira festa para os funcionários, acabou por ser a prova de mais uma economia porca.
Considerando uma empresa deste porte (apesar de sua incorporação pelo BB), nada mais natural do que esperar uma grande festa para prestigiar o o bom trabalho executado durante o ano todo. As metas cumpridas com muito esforço e cara de pau também. Tudo seria perfeito, se não fosse o racionamento de vagas para a derradeira festa. Sim, sim meus caros, restringiram o número de vagas para participar na festa.
Agora, explique pra mim, festa para os funcionários a qual nem todos poderão participar? Não é uma questão de escolha destes, é um salve-se quem puder.
Com isso, eu que nunca fui muito de festa, e estava animada para participar desta. Fiquei realmente triste com esta atitude restritiva. Se é festa para os funcionários, parte-se do pricípio de que deveria ser uma festa para TODOS os funcionários, partindo destes a decisão de prestigiar ou não a mesma.
De fato, hoje, perdeu a graça. E se os meus caros colegas de empresa, tivessem o mínimo de orgulho, boicotariam a festa. Parece ser coisa de sindicalista fanático, pode até ser, mas que eu achei uma falta de respeito, achei!
Só tenho uma coisa a dizer depois disso, é muito triste tanta pobreza de espírito!

sábado, 22 de novembro de 2008

Esperando a chuva passar

Cuspi pra cima, caiu na testa!

Tive a prova cabal que a frase acima é uma grande verdade. Sempre tive ogeriza ao Banco do Brasil. Sempre considerei o serviço péssimo, até por isso, nunca prestei sequer concurso para trabalhar no BB.
Comecei a trabalhar na Vossa Caixa, Vosso Banco e dois anos depois, ta-rá! O Serra Serrador vendeu o banco do Estado de São Paulo para o Lula. Nesta semana fecharam o negócio, uma pequenina entrada e mais 18 vezes. O Lula escreveu "Lula" nas 2 primeiras notas promissórias e nas outras 16 (já estava cansado de assinar) carimbou o dedão mesmo.
De imediato, fecharão umas 30 agências deficitárias e a longo prazo, God Only Knows. Espero estar ganhando meu pão em outro serviço até lá... Não pretendo ir trabalhar em Tum-Tum no Amazonas, na agência nova do BB que será inaugurada lá. E também não gostaria de ser transferida para uma capital... tipo... Rio Branco/AC. Nada contra o Acre, mas passo mal em embarcações de pequeno porte, tipo aquelas chalanas da novela Pantanal... Sei que é preconceito, mas imagino que pra buscar mais clientes, os funcionários devem ir atrás dos clientes em potencial onde estão, ou seja, no meio do mato.
O jeito e sentar e esperar a chuva passar... Vou ler um livro enquanto isso... Talvez Sobrados e Mucambos, adquiridos a preços não módicos com meu último PLR...

18 anos depois, tudo como dantes...

Definitavamente não tenho sorte com a marca PHILLIPS. Deve ser um karma, só pode ser. Minha primeira experiência com a marca foi um Walkman (só depois fui saber que walkman só da SONY, minha marca do coração pra audio!)... durou o tempo exato da garantia, nem mais, nem menos... Claro que não posso considerar os fones de ouvido nessa história, afinal, não existem marca de audio portátil que garanta o funcionamento devido dos fones... Até os fabricantes já sabem que são um lixo. Aos dez anos eu já deveria saber que depois daquele "walkman" não deveria comprar mais nada da marca...
Contudo, 18 anos se passaram, e como a empresa continua existindo, achei que poderia dar uma segunda chance. Ledo (não tão alegre assim) engano. Primeiro foi o meu MP3 - sim comprei outro áudio portátil da marca, senhoras e senhores! - comprado em julho de 2008, quebrou nesta semana. O pior foi que no sábado anterior ao óbito do MP3 eu já havia encomendado um filtro de água Phillips. Aí o estrago já estava feito! Na hora meu coração me disse que não daria certo. Dito e feito. O filtro chegou, o cartão de crédito foi debitado e... o dito cujo (o filtro, não o cartão) não serviu. Da-lhe correria pra comprar outra torneira!
Torneira comprada - diga-se de passagem, custou mais cara que o filtro, mas tem garantia de 10 anos meus amigos! - vamos lá novamente. E... Serviu assim, assim... meio torto, meio vazando, mas encaixou. Só sei que olhava o filtro, olhava a torneira e entendi o significado da frase: "O molho saiu mais caro que o peixe". Dois litros de água filtrada depois, parou, PAROU (!) de sair água do negócio!
Pronto, o sangue subiu! Deixei um comentário bem explicito no submarino, algo do tipo: "NÃO COMPREM, É UMA PORCARIA!". Sim, já que era um dever humanitário avisar a todos sobre o engodo que é o filtro! E depois, pedi a troca ao site do submarino. Aguardem os próximos capítulos desta emocionante história. Espero conseguir a troca por... meias que seja, mas não suporto nem olhar para o tal filtro!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

reticências...

Só pra finalizar por hoje, reparei que ultimamente tenho usado muito reticências ao final das frases. Deve ser pela sensação que existe dentro de mim que nada é absoluto ultimamente...

Trabalho perfeito

Hoje estava pensando como seria o trabalho perfeito pra mim. Apesar de já ter 28 anos, acho que ainda não defini uma carreira pra chamar de minha. Só sei definitivamente o que gosto e o que não gosto. Talvez o que eu menos goste é da falta de valorização do trabalhador, ou seja, o trabalho pode até se escroto, tipo limpar a bunda de lutador de sumô, contudo, se a pessoa se sentir valorizada pelo que faz. Realmente acreditar que aquilo que ela faz é importante é o máximo. Digam o que quiserem, mas pra mim, num ambiente de trabalho, nada melhor do que saber que aquele pouquinho que você faz em sua rotina de trabalho é considerado importante, necessário para o bom funcionamento do todo.
Talvez ainda mais do que isso, saber que quando você precisar de apoio e compreensão, poderá sentir que existe isso dentro do ambiente de trabalho, seja entre colegas, seja da parte de seus superiores.
Infortunamente, a gente só percebe esses detalhes quando não recebe o apoio que gostaria de estar recebendo... É evidente que existem pontos positivos que aprende nesses tempos sobre o que quero, um deles é que o problema não é atende ao público, mas vender produtos que eu não acredito que sirva pra qualquer pessoa. Como vender geladeira pra esquimó, ou anéis pra quem não tem dedos...
Espero que um dia consiga achar algo que me deixe um pouco satisfeita, mas só de não me agredir já seria um bom começo...

Vecto Eletroestagmografia

Ontem tive a prova cabal de que o mundo gira no sentido horário e eu devo girar no sentido anti horário. Fiz o exame de "vecto eletroestagmografia". É muito tranquilo de fazer até a parte do vendo quente e vento gelado no ouvido. Aí, se segura que o mundo gira!
Posso dizer que realmente me recuperei do exame 24h depois.... Deve ser diagnóstico positivo pra labirintite... só pode ser... Não é possível o mundo girar tanto só pra mim!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Tá com pulga na cueca....

Hoje morreu a cantora africana que cantava o hit "Pata Pata", Miriam Makeba (até parece nome de alguma nikei), cuja paródia foi ainda mais cantada no Brasil - "tá com pulga na cueca, daqui vou catar... " Digam o que quiserem, mas um hit só é hit quando vira paródia...

domingo, 9 de novembro de 2008

ANBID

Você sabia que a certificação da ANBID tem prazo de validade? Ou seja, daqui cinco anos, se estiver no mesmo trabalho, vai ter que enfrentar a maratona de estudos finalizada pela prova num domingo de manhã novamente.
Agora, eu pretendo estar com outra atividade que não exija esse certificado... Será que tem diplominha pra colocar na parede? Ah, se tiver eu quero, vou mandar colocar na mais bela moldura pra deixar exposto... Como nos trabalho escolares, quanto mais fraco o conteúdo, mais caprichada a formatação do texto. Claro, era necessário uma boa apresentação pra não deixar o trabalho tão sem sustenção!
Pensei tantas coisas a respeito dessa prova e da maneira como ela interferiu na minha vida nos últimos dois meses, que agora não sei, parece que passou de fato...
Talvez seja o cérebro engessado, já faz muito tempo que nada escrevo, nem e-mail sequer... talvez uma lista de compras no máximo, se considerar algo que nada tenha a ver com o trabalho. Redação é antes de tudo treino, seja lendo, seja escrevendo. Coisas que não tenho feito com a freqüência que gostaria e que deveria.
Outras regurgitações a respeito do certificado do Anbid, deixarei pra amanhã, quando sairá o gabarito da prova. Acredito que não passei novamente, mas o que pedi a Deus antes de dormir ontem, de todo o coração, era não passar mal hoje... Pedir por algo que dependia só de minha conduta pra conseguir não é justo... Deus tem coisas demais pra resolver... Portanto, pedir pra baixar um santo e eu passar na prova por milagre, sem ter estudado como deveria, chega a ser blasfêmea!